domingo, 15 de fevereiro de 2009

Azul Linhas Aereas completa dois meses de opração com 70% de ocupação

SÃO PAULO – Enquanto muitas empresas colocavam novos projetos em suspensão ou diminuíam o ritmo de atividades por causa da crise internacional, a Azul Linhas Aéreas, a mais nova companhia aérea do Brasil, começou a voar em 15 de dezembro de 2008, antes até do que estava programado. No início ela registrou uma média de 45% de ocupação em seus vôos operados a partir do Aeroporto de Viracopos, em Campinas, São Paulo, com um aumento para 70% em fevereiro e 120 mil passageiros transportados em dois meses.

“Isso mostra uma excelente aceitação, o reconhecimento do público de um bom produto. E mostra também, diferentemente do que dizem os ‘donos do mercado’, que existe espaço para uma terceira companhia que tenha um produto diferenciado”, disse nesta quinta-feira (12) à ANBA o presidente da empresa, Pedro Janot. Hoje a aviação doméstica no Brasil é praticamente dominada por duas companhias: Tam e Gol.

A confiança no negócio é tanta, que a diretoria acredita que a Azul vai começar a dar lucro aos seus investidores já a partir do segundo semestre deste ano. O investimento inicial foi de US$ 200 milhões. “A série de dados históricos dos últimos 10 anos mostra que o mercado brasileiro de aviação cresce numa proporção de 4 para 1 em relação ao PIB. Então nós sabemos que, independentemente da crise, deve crescer pelo menos 10%, isso se a crise for muito dura”, declarou o executivo.

De acordo com ele, o negócio foi pensado para “além da crise”, tendo como horizonte a expectativa de crescimento do mercado no longo prazo. “É um mercado que dobra com facilidade se tiver serviços [disponíveis]”, disse.

Além disso, diz Janot, se a turbulência internacional tornou o cenário econômico incerto, fez com que a cotação do petróleo caísse de quase US$ 150 o barril para menos de US$ 40 em menos de seis meses, e o combustível é um dos principais fatores de custo de uma companhia aérea.

Para o executivo, embora a crise seja “agressiva” o Brasil é um país de dimensões continentais que precisa de mais conexões aéreas. Ele acrescentou que a aviação não acompanhou o desenvolvimento econômico ocorrido no país nos últimos anos, havendo demanda reprimida.

Nesse sentido, um dos diferenciais da Azul em relação às outras empresas, segundo ele, é a proposta de oferecer vôos diretos entre diferentes destinos, mesmo separados por longas distâncias. Hoje a aviação comercial brasileira usa basicamente três grandes centros de trânsito: Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. Geralmente para ir de uma região a outra do país é preciso fazer escala em um desses “hubs”, e às vezes mais de uma.

Base

Inicialmente a Azul pretendia ter sua base no Aeroporto Santos Dumont, no Rio, mas expectativa de que o terminal fosse aberto para vôos além da ponte aérea Rio-São Paulo ainda não se confirmou, e a empresa teve que basear suas operações em Campinas, no interior paulista, uma região bastante populosa e de alto poder aquisitivo, mas pouco explorada pelas companhias aéreas.

Segundo Janot, quando a Azul começou a voar havia apenas 19 vôos de passageiros por dia em Viracopos. Só para se ter uma idéia, enquanto pouco mais de 1 milhão de passageiros passaram pelo Aeroporto de Campinas em 2008, o movimento no Aeroporto Internacional de Guarulhos, o mais movimentado do país, também em São Paulo, foi de 20,4 milhões de pessoas, de acordo com dados da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

Na avaliação de Janot, até hoje as empresas aéreas pensaram apenas em sua própria conveniência, obrigando os passageiros dessa região a se deslocar para Guarulhos ou Congonhas, em São Paulo, para pegar um avião. A Azul está fazendo o caminho inverso, oferecendo serviços de transporte rodoviário para passageiros da capital paulista que queiram pegar seus vôos em Campinas, afinal as duas cidades ficam distantes apenas 96 quilômetros, menos de uma hora de viagem.

Hoje, de acordo com executivo, entre 30% e 40% dos passageiros da Azul vêm da região metropolitana de São Paulo. Mas, mesmo que a empresa não tivesse esse público como um de seus alvos principais, o potencial de Campinas justificaria o uso mais intenso de Viracopos. O que ocorre, segundo ele, é que os moradores da região ainda “não têm o hábito” de tomar avião em sua própria cidade, algo que vai demorar algum tempo e exigir certo investimento em marketing para mudar.

Avião nacional

Outros diferenciais oferecidos pela companhia, de acordo com Janot, são os assentos maiores revestidos em couro; a existência de fileiras somente com dois assentos – uma enquete feita pela Jet Blue nos Estados Unidos mostrou que a poltrona central é uma das coisas mais odiadas pelos passageiros -; os serviços de terra e de bordo; e os aviões utilizados. A Azul é a primeira empresa a utilizar os jatos da família Embraer 170/190 no Brasil. Apesar de serem fabricados no país e fazerem muito sucesso no exterior, essas aeronaves ainda não voavam comercialmente por aqui.

“O avião nacional. Isso tem tido uma repercussão muito grande junto aos nossos clientes, que ficam surpresos com o avião”, disse Janot. A empresa hoje opera com sete aeronaves dos modelos Embraer 190 e 195 que podem levar entre 106 e 118 passageiros. Os jatos foram inicialmente projetados para a aviação regional, pois carregam menos gente do que os Airbus e Boeings, como os utilizados pela Tam e Gol, em tese mais indicados para voar em rotas de alta procura. O executivo diz, porém, que os aviões da Embraer têm um custo de operação 35% menor e a estratégia da companhia, de criar vôos ponto a ponto entre cidades hoje não atendidas por rota diretas, vai “ativar a demanda”.

A Azul tem mais 36 aviões encomendados da Embraer e outras 40 opções de compra que, no futuro, podem ser convertidas em pedidos firmes. Embora a empresa seja nova, seu fundador, o norte-americano David Neeleman, tem longa experiência com essas aeronaves. Ele é também o criador da norte-americana Jet Blue, que há anos é grande cliente da indústria brasileira.

A legislação brasileira impede que estrangeiros tenham mais de 30% de uma empresa aérea, mas Neeleman não teve problemas com isso, pois nasceu no Brasil e viveu aqui com a família até os sete anos de idade, tendo cidadania brasileira. O empresário ocupa o cargo de presidente do Conselho de Administração e é um dos acionistas da empresa, ao lado da Gávea Investimentos, do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, da Cia. Bozano, do bilionário gaúcho Júlio Bozano, e de outros investidores.

Hoje, além de Campinas, a Azul voa para Curitiba, Vitória, Porto Alegre e Salvador, começa no dia 18 a atender o Recife e, em março, Fortaleza, Manaus, Navegantes (Santa Catarina) e Rio de Janeiro. A idéia original era atender 28 cidades até 2011, mas, segundo Janot, o número pode variar de acordo com as condições do mercado. Atualmente a prioridade é desenvolver a malha nacional, mas nada impede a empresa de operar vôos internacionais no futuro. As aeronaves têm autonomia para chegar em praticamente qualquer ponto da América do Sul.

A Azul emprega 830 pessoas e trabalha “dentro de uma filosofia de baixo custo e baixa tarifa, mas com agregação de valor”. Quanto maior a antecedência da compra, mais baratas são as passagens. “É uma companhia sequinha”, concluiu o executivo.

Fonte: DCI

Governador de MT defende criação de programa para aviação na região

O governador de Mato Grosso Blairo Maggi participa do 4º Fórum de Governadores, em Boa Vista (RR), com a expectativa de avançarem principalmente nas questões de regularização fundiária, sistema viário e na problemática da aviação na Amazônia Legal. O evento reúne neste momento, no Salão Nobre do Palácio Hélio Campos na capital roraimense, os governadores dos Estados da região na busca de possíveis soluções para os vários problemas da Amazônia.

As três primeiras reuniões do Fórum foram realizados em Belém (PA), Cuiabá (MT) e Manaus(AM), respectivamente. Desde que foi instituído, em 2008 pelo Governo Federal, em todos encontros têm debatidos a regularização fundiária, licenciamento ambiental, recuperação de áreas degradadas e mecanismos de compensação, produção de biocombustível, políticas indígenas, funcionamento 24 horas de fronteiras vivas, livre movimentação, Ciência e Tecnologia, entre outros assuntos.

Blairo Maggi aponta também como uma das maiores preocupações as exigências da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aos aeroportos da região. "Aqui é muito diferente de São Paulo e o governo precisa ver isso. Estamos desprovidos de tudo e precisamos criar um programa sério para a nossa aviação", disse, destacando a necessidade de se fazer essa integração. Ele defende uma política única para os Estados da Amazônia, mas respeitando as características de cada um.

O evento segue em Boa Vista com a participação dos governadores, secretários de Estado e assessores, do ministro de Assuntos Estratégicos da Presidência da República e coordenador do PAS, Mangabeira Unger, e representantes dos ministérios do Meio Ambiente, Agricultura e do Meio Ambiente. O diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes, Luiz Antônio Pagot, também acompanha o evento.

De Mato Grosso, participam do evento também os secretários de Estado de Planejamento e Coordenação Geral, Yenês de Jesus Magalhães; da Casa Militar, tenente-coronel Alexander Torres Maia; e da Casa Civil, Eumar Novacki.

Fonte: O Documento - Jornal

Indústria de carga aérea crescerá 5,8% em 20 anos

A indústria de transporte de cargas deverá crescer cerca de 5,8% nos próximos 20 anos, podendo variar entre 4,8% e 6,7%. Já em 2009, o segmento deve recuar, acompanhando a retração do Produto Interno Bruto (PIB) mundial previsto em 0,5%. A avaliação é do analista de carga aérea da Boeing para a América Latina, kai Heinicke. A companhia é a maior fabricante mundial de aviões para transporte de cargas, responsável por 90% dos aviões atuantes no segmento.

Segundo Heinicke, a previsão de maior crescimento para o setor é em relação à Ásia, com destaque para o mercado doméstico de transporte aéreo do China, que deverá crescer cerca de 10%, segundo previsão da companhia. "As transportadoras asiáticas, entretanto, apostam em um crescimento de cerca de 20%. Se isso se concretizar, o desempenho do setor será ainda melhor", disse Heinicke, completando que a produção de aviões cargueiros acompanha a demanda pelo serviço de transporte.

"O crescimento do setor deve começar a dar sinais de melhora já em 2010, seguindo o PIB", afirmou. Na avaliação da companhia, a economia mundial deverá crescer em torno de 2,5% em 2010. "A retomada será puxada pelos estímulos econômicos como redução de impostos e liberação de capital para instituições financeiras, aumentando a oferta de crédito." Além disso, Heinicke destacou a queda nos preços do petróleo. "Esse é um dos maiores gastos dos transportadores. Pagar menos pelo combustível é como ganhar dinheiro extra", ressaltou.

Segundo ele, a queda no preço do petróleo também deverá incidir no custo do serviço, tornando-o mais competitivo e com maior demanda.

Quanto ao número de aviões, a companhia prevê crescimento de cerca de 50% nos próximos 20 anos, passando de 1,948 mil, para 3,892 mil. De acordo com a Boeing, do número total de aeronaves atuando no transporte de cargas, 1,4 mil deverão ser aposentados nesses próximos 20 anos, aumentando a demanda por novos aviões cargueiros.

As aeronaves com alta capacidade (acima de 80 toneladas) são as que deverão ter maior aumento em quantidade, passando de 26% da frota mundial atual, para 35%. Já as de média capacidade (entre 40 e 80 toneladas) terão redução, passando de 35% para 30%, e a frota de aeronaves de pequeno porte - normalmente aviões de transporte de passageiros convertidos - devem passar de 39% para 35%.

Heinicke destacou que os aviões convertidos são bem mais baratos que os novos, e por isso são utilizados em grande escala. "Já quando o avião será usado para longas distâncias, compensa mais utilizar aeronaves novas e com grande capacidade. Elas são mais leves, e tem maior aproveitamento de combustível, reduzindo custos."

Segundo o analista, nas próximas duas décadas serão necessários 640 novos aviões de alta capacidade, 210 de médio porte e 10 de baixa capacidade. A Boeing estima manter liderança na produção desses aviões nos próximos anos. De acordo com o analista, os maiores concorrentes diretos da companhia são Airbus e aviões de produção russa.

Fonte: Gazeta Mercantil

Setor cresce 9,6% em janeiro, TAM mantém liderança

O volume de passageiros transportados em voos domésticos cresceu 9,6% em janeiro de 2009. A oferta de assentos também aumentou 9,8%. No mesmo período do ano passado, as elevações foram de 6,7% e 10,3%, respectivamente, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Já nos voos internacionais, o número de passageiro transportados caiu 7,9%, e a oferta de assentos foi reduzida em 8,5%. O desempenho reflete a valorização do dólar frente ao real.

Dentre as companhias brasileiras, a TAM Linhas Aéreas mantém a liderança no mercado doméstico, com 49,51% do total de passageiros transportados. Em seguida aparece a Gol/Varig, companhias incorporadas em outubro de 2008, com 41,05% dos passageiros. A Webjet aparece em terceiro lugar, passando a Oceanair, com 4,33% de representação no mercado. Em janeiro de 2008, a participação da companhia era de 1,53%. Já a Oceanair, caiu de 4,64% em janeiro de 2008, para 2,55% no mesmo mês deste ano.

Nos voos internacionais a TAM alcançou, em janeiro de 2009, 84,44% dos passageiros transportados por companhias nacionais. No mesmo período de 2008, a participação da companhia era de 67,04%.

Fonte: Gazeta Mercantil

Troca de cadeiras no comando da Infraero

Pela primeira vez, uma mulher ficará à frente da Regional Sul da Infraero. Lia Aparecida Segaglio será responsável pela visão estratégica e implementação de projetos na região, onde a Infraero administra 12 aeroportos. Há 26 anos na estatal, a executiva é graduada em administração de empresas e história e tem pós-graduação em gestão empresarial pela Universidade de São Paulo (USP).

Fonte: Gazeta Mercanti

Aviação: Air France/KLM vai suprimir 1.000 a 1.200 postos de trabalho este ano

Paris, 13 Fev (Lusa) - O grupo franco-holandês Air France/KLM anunciou hoje que tenciona suprimir entre 1.000 a 1.200 postos de trabalho este ano, não fazendo admissões e não substituindo os que vão sair para a reforma.

O porta-voz da empresa informou que, no ano passado, este processo resultou na diminuição de 2.000 postos de trabalho.

Para o exercício que conclui em 31 de Março, a transportadora aérea ainda espera resultados positivos "mas o seu nível dependerá da evolução da situação económica", disse o porta-voz.

No exercício de 2007/2008, o lucro de exploração tinha sido de 1.045 milhões de euros.

A transportadora aérea entrou no vermelho no terceiro trimestre do exercício de 2008/2009, com uma perda de exploração de 194 milhões de euros.

Fonte: Sapo Noticias

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

ANAC pretende alterar RBHA121

ANAC Esta propondo alterar o RBHA 121 para que pilotos militares possam operar aeronaves civis como se fossem pilotos de linha aérea, ai eu pergunto como fica nós que estamos pagando cada hora de vôo em media R$ 300,00 e batalhamos tanto para chegar a piloto comercial e alem disso a PLA.

E vou alem, porque a ANAC não solicita aos militares que cedam suas aeronaves e instrutores para auxiliar aqueles que estão tentando chegar à carreira de piloto comercial.

Se o emprego for de um militar, quem deverá pagar o salário? A FAB? Com isso, a empresa aérea vai reduzir o custo de sua folha de pagamento, tornando o negócio muito interessante!

Agora, porque não pegar estes militares e colo calos na inspeção de aeronaves na Amazônia onde a ANAC diz não ter ninguém para fiscalizar as aeronaves e já pensa na possibilidade de devolver esta área ao extinto DAC.

Eu fiz as minhas contas e um piloto para chegar a inicio de carreira vai ter um custo médio de R$ 80.000,00 mil reais, Passando por todos os cursos que são exigidos para exercer esta profissão (PPA/MULT-PCA/INVA/PLA e bancas da ANAC), e o que um piloto militar fez para pilotar uma aeronave civil ???? No que eles são melhores que nós ???


Agora aqui esta a minuta de alteração da ANAC:

“121.545 – MANIPULAÇÃO DOS CONTROLES
Nenhum piloto em comando pode permitir que alguém manipule os controles de um
avião durante o vôo e nenhuma pessoa pode manipular os controles de um avião em
vôo, a menos que essa pessoa seja:
(a) um piloto qualificado do detentor de certificado operando a aeronave;
(b) um INSPAC piloto qualificado, autorizado pelo piloto em comando, executando
verificação de operação em vôo;
(c) um piloto de outro detentor de certificado de empresa de transporte aéreo,
autorizado pelo detentor do certificado de empresa de transporte aéreo
operador da aeronave e pelo piloto em comando, e devidamente qualificado,
conforme Programa de Treinamento aprovado do operador da aeronave; ou
[(d) um piloto das Forças Armadas, autorizado pelo detentor do certificado de
empresa de transporte aéreo operador da aeronave e pelo piloto em comando, e
devidamente qualificado, conforme Programa de Treinamento aprovado do
operador da aeronave.]”

Queriam tanto desmilitarizar o controle no Brasil ( Antigo DAC ) por que permitir que pilotos militares tomem os nossos lugares por direito, como pilotos – estudantes que pagam cursos e bancas ( provas da anac) caras, e quando chegamos lá descobrimos que tem um piloto militar trabalhando no nosso lugar.


Aqui fica a minha revolta contra a falta de auxilio com os pilotos e futuros pilotos do nosso Brasil, que se depender da ANAC vai continuar a perder pilotos para as companhias estrangeiras.


Caso queira ler mais sobre este artigo entre no site da ANAC e vejá do que eu não, mas todos os pilotos estam falando. ANAC - Alteração da Seção 121.545 - clik aqui



quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Anac pretende liberar tarifas para voos internacionais

SÃO PAULO, 12 de fevereiro de 2009 - A liberação gradual das tarifas dos voos internacionais com origem no Brasil deve sair em no máximo dois meses, conforme informou ontem o diretor de Serviços Aéreos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marcelo Guaranys. Essa medida deveria ter entrado em vigor no primeiro dia do ano, porém, a Justiça atendeu a solicitação do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) para bloquear a queda no preço nas tarifas.

Segundo Guaranys, a alegação do sindicato para que as novas tarifas não entrassem em vigor no início do ano foi a de que não houve audiência pública para o debate do tema. Como a agência realizou audiência pública ontem, a expectativa do diretor da Anac é de que em dois meses os novos preços poderão começar a ser praticados. "A audiência é para receber as contribuições da sociedade. Agora esse processo deve durar entre um e dois meses", afirmou Marcelo.

Na audiência realizada ontem, a maior reclamação das empresas foi a de que com a liberação de tarifas, as companhias aéreas internacionais poderão praticar preços semelhantes ou até mais baixos do que as brasileiras, o que poderá acabar com o mercado aéreo brasileiro em viagens internacionais.

Fonte: Gazeta Mercantil

Aviação civil volta a preocupar

Ocorrências registradas em aeronaves na Amazônia nos últimos dias devem impulsionar maior atenção ao setor

A tragédia ocorrida no último sábado, quando um avião Bandeirante caiu no Rio Manacapuru, no Amazonas, e matou 24 pessoas, assim como o incidente registrado na manhã de ontem no Aeroporto Internacional de Rio Branco, ocasião em que o pneu de uma aeronave estourou pouco antes da decolagem, demonstraram que a aviação civil volta a dar sinais de fragilidade na região.
A gravidade dos acidentes ocorridos nos últimos anos fez que com a sociedade chegasse a questionar a ação dos controladores de voo, quando houve inclusive troca de comando nos órgãos gestores da aviação e foi ressaltada a importância de se investir mais na segurança e no controle aéreo.

Levando em consideração que os grandes problemas são antecedidos por sinais de falhas que nem sempre são vistas com gravidade, os usuários do sistema esperam que os últimos acontecimentos com aviões pequenos sirvam de alerta para evitar maiores catástrofes.

Os maiores prejuízos causados por acidentes aéreos são a perda de vidas e o sofrimento da família, além do fato de os processos indenizatórios em casos dess tipo demorarem anos, e até décadas, para serem concluídos.

Os passageiros que na manhã de ontem embarcaram em um avião Bandeirante no Aeroporto Internacional de Rio Branco com destino ao município de Feijó foram surpreendidos por uma falha.

Minutos antes de decolar, um dos pneus estourou e deixou as 18 pessoas que estavam dentro da aeronave apavoradas, já que a fumaça foi intensa no momento do ocorrido.

Messias Viana, um dos passageiros que estava no Bandeirante, acredita que o problema de ontem só não foi maior pela competência e experiência do piloto. “Quando o avião começou a se locomover eu estava com um fone de ouvido e, mesmo assim, escutei um grande estouro. Naquele momento olhei rapidamente para baixo e percebi que tinha muita fumaça saindo do avião. Graças a Deus o piloto era extremamente experiente e conseguiu reverter muito bem a situação”, declarou Messias.
Por conta do problema no avião de pequeno porte, outra aeronave que estava se aproximando do Aeroporto de Rio Branco por volta das 9 horas teve que sobrevoar a cidade por cerca de 40 minutos para que o Bandeirante que apresentou falha fosse retirado da pista e o outro fizesse a aterrissagem normalmente.

Fonte: UOL - on-line

Anac poderá fechar helipontos irregulares em SP

SÃO PAULO, 11 de fevereiro de 2009 - Trinta projetos de helipontos em São Paulo, entre eles, alguns em pleno funcionamento, foram indeferidos pela prefeitura da capital paulista e deverão ser fechados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

'Temos uma lista de helipontos que estamos terminando de processar que têm irregularidades que dificilmente serão sanadas e, nesse caso, teremos que partir para o fechamento', disse hoje o diretor de Infraestrutura Aeroportuária da Anac, Alexandre Gomes de Barros. A localização desses helipontos não foi identificada pelo diretor.

A Anac é a empresa responsável pela fiscalização da infra-estrutura dos helipontos e também cabe a ela aplicar punições aos helipontos irregulares. Já a prefeitura municipal fiscaliza a compatibilidade dos helipontos com a lei de zoneamento urbano e o Serviço Regional de Proteção ao Vôo fiscaliza o tráfego aéreo dos helicópteros.

A cidade de São Paulo tem hoje a maior frota de helicópteros do país, com 309 aeronaves, além de possuir 214 helipontos registrados e homologados. Desse total, a Anac estima que 40% estejam em situação irregular.

'Não é uma preocupação o alto número de helipontos da cidade, mas sim o alto número de irregularidades. Estimamos que 40% dos helipontos de São Paulo tenham alguma irregularidade', disse Barros.

De acordo com o diretor da Anac, a proximidade entre os helipontos da capital, fenômeno comum em áreas como a Avenida Paulista, Avenida Brigadeiro Faria Lima e na Marginal Pinheiros, pode vir a provocar um acidente aéreo, embora esse risco 'não seja ainda iminente'.

Para tentar prevenir essa possibilidade de acidentes aéreos e regularizar a situação desses helipontos, a Anac promoveu hoje, em São Paulo, um fórum de debates com proprietários de helipontos privados.

Na próxima semana, a Anac espera definir um prazo para que esses proprietários procurem voluntariamente o órgão para corrigir essas irregularidades. 'Findo esse prazo, aqueles helipontos que tiverem irregularidades identificadas e não se adequaram às normas sofrerão punições', disse. As punições podem variar de uma suspensão temporária até multas e o fechamento do heliponto.

O crescimento no número de helipontos na capital têm assustado e preocupado as associações de moradores. Presentes ao fórum da Anac, as associações denunciam como grandes problemas o ruído provocado pelos helicópteros à noite, as suas rotas rotas, a ausência de fiscalização e a falta de um marco regulatório na cidade.

'O marco regulatório está há dois anos engavetado e não sai. Estamos vivendo um caos aéreo. Todos os helipontos estão saturados, as áreas estão saturadas. Falta vontade política de realmente tentar solucionar o problema', afirmou Márcia Vairoletti, que faz parte de um grupo de trabalho que reúne cinco associações de moradores destinado a avaliar questões envolvendo helicópteros, helipontos e aeroportos.

Fonte: Gazeta Mercantil

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Anac conecta banco de dados com aeroportos para melhorar fiscalização

São Paulo - Dados sobre a documentação de aeronaves e pilotos poderão ser verificados antes da liberação do plano de voo em todos os aeroportos do País.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pretende concluir em maio um projeto para interligar seus bancos de dados os aeroportos do País. O objetivo é melhorar a fiscalização das aeronaves particulares e dos pilotos.

Segundo o gerente geral de investigação e prevenção de acidentes aeronáuticos da agência, Ricardo Senra, um sistema instalado nas salas de Serviço de Informação Aeronáutica (AIS) dos aeroportos vai permitir que a documentação dos pilotos, aviões e helicópteros sejam acessadas diretamente do banco de dados da Anac, antes de ser concedida autorização para decolagem.

No AIS, os pilotos de taxi aéreo e da aviação geral (aviões e helicópteros particulares e aviação agrícola) entregam seus planos de voo, que são conferidos pelos profissionais da agência. Com o sistema, por meio da matrícula da aeronave e do número de habilitação do piloto, será possível, imediatamente, verificar se existe algum problema antes de liberar o plano de voo.

Para decolar, os pilotos precisam estar com a habilitação em dia e a aeronave necessita de alguns documentos, como a inspeção anual de manutenção e o seguro aeronáutico.

Um levantamento feito pela agência apontou que em cerca de 25% dos acidentes registrados existia alguma irregularidade. Com o programa, batizado de Decolagem Certa, os pilotos serão obrigados a procurar a Anac para regularizar suas situações e de suas aeronaves.

O sistema já está funcionando em fase de testes nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos e no Campo de Marte, responsáveis por 50% do tráfego aéreo nacional da aviação geral e táxi aéreo. A partir de maio, o projeto estará funcionando em todos os aeroportos do País.

Fonte: UOL - Noticias

Azul Linhas Aereas vai operar no Aeroporto dos Navegantes

FLORIANÓPOLIS, 11 de fevereiro de 2009 - A Azul Linhas Aéreas começa a voar para Navegantes em abril. A nova linha faz parte dos planos de expansão da empresa, que anunciou, ontem, outros três novos destinos: Fortaleza (CE), Manaus (AM) e Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Com o voo de Recife, já divulgado, são cinco novos destinos a partir de Campinas (SP) que começam a ser operados pela companhia aérea nas próximas semanas. A ligação entre Campinas e Navegantes será feita em três horários distintos, com voos às 6h20min, 10h05min e 17h55min. De Navegantes para Campinas, os aviões decolam às 7h50min, 14h45min e 19h05min. O tempo estimado de voo é de uma hora e 10 minutos, e os passageiros podem também fazer a rota Porto Alegre-Navegantes, com conexão em Campinas. A operação no Aeroporto de Navegantes começa no dia 1º de abril, mesma data em que a empresa ligará Campinas ao Aeroporto do Galeão, no Rio. Além das novas rotas, a Azul Linhas Aéreas anunciou a promoção Azul 25, cujo diferencial é oferecer aos clientes 25% de redução nas tarifas na hora da reserva, bastando apenas mencionar a promoção para garantir o desconto. Com a oferta das novas rotas, a Azul passará a servir nove destinos, todos a partir do Aeroporto de Viracopos, em Campinas, diariamente: Curitiba, Navegantes, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Vitória (ES), Salvador, Recife, Fortaleza e Manaus.

- Desde que começamos a operar, há 10 semanas, estamos contentes com a forma com que fomos recebidos pelo mercado brasileiro. Em abril, já estaremos servindo 10 cidades, na medida em que expandimos nossa malha aérea pelo país e oferecemos conforto, diversas frequências diárias, voos diretos e tarifas co mpetitivas - disse David Neeleman, presidente do Conselho da Azul.

Segundo ele, a empresa tem uma proposta diferenciada, ligar cidades brasileiras com voos diretos e diversas frequências por dia. Ao longo de 2009, a Azul vai receber um novo avião por mês, chegando a 14 aeronaves em dezembro. Hoje são sete na frota da companhia.

Fonte: Gazeta Mercantil

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Diretor do aeroporto de Coari admite não fiscalizar voos

São Paulo - O diretor do Departamento Aeroportuário de Coari, que administra o aeroporto de onde saiu o voo que caiu sábado em Manacapuru, Eufrázio Azevedo Filho, admitiu ontem que não existe nenhuma fiscalização de aeronaves no local, que é administrado pela Prefeitura e já havia sido interditado em 2006 pelas autoridades aeronáuticas por falta de segurança - pois até agricultores atravessavam a pista durante as decolagens.

Por mês, o aeroporto opera 180 viagens e transporta, em média, 3 mil passageiros. Por volta das 16 horas de sábado, o Bandeirante prefixo PT-SEA que seguia de Coari para Manaus caiu no Rio Manacapuru, provavelmente após uma pane em um dos motores e uma tentativa de pouso forçado. Das 28 pessoas a bordo do turboélice, só quatro foram salvas pela população ribeirinha, antes de a porta de emergência ficar travada.

Dos 103 acidentes aéreos contabilizados em 2008, 98% envolveram aeronaves da aviação geral (táxi aéreo e jatos executivos). A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) já preparam regras rígidas para o setor. Batizada de Decolagem Certa, a ação tem o objetivo de vetar autorizações de voo para pilotos ou aviões cujas licenças estejam vencidas. O sistema, desenvolvido pela Gerência Regional do Nordeste, deverá estar instalado nos cerca de cem aeroportos públicos do País até maio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Fonte: Abril.com - Noticias